Você lembra quando era pequena e ela fazia seu bolo favorito e deixava você ficar lá “ajudando” mesmo sabendo que você na verdade só queria experimentar a massa ou mexer? Lembra quando você perguntava que roupa usar? Lembra de quando chegava o dia dela e você fazia uma carta ou um desenho e ela recebia o presente como se fosse o melhor do mundo? Lembra quando você era pequena e ela te vestia para a festa junina? Lembra de quando você se machucava e ela vinha correndo te acudir? Lembra quando você tava doente e ela fazia de tudo pra você ficar melhor rapidinho? Lembra dela reclamando da sua desorganização com os brinquedos, ou das roupas? Lembra do rosto todo bobo que ela ficava quando você fazia uma apresentação na escolinha? E lembra daquela musica que diz mais ou menos assim: “Eu não existo longe de você e a solidão é meu pior castigo. Eu conto as horas pra poder te ver…”? Então ela descreve perfeitamente o que eu sinto por esta que tanto me ajudou e me amou. E se você lembra de tudo isso assim como eu, saiba que você tem a melhor mãe do mundo.
“Sei que é generosa de mais para fazer pouco de mim. Se os seus sentimentos são ainda os mesmos que manifestou em Abril passado, diga-mo imediatamente. O meu amor e os meus desejos permanecem inalterados; mas basta uma única palavra sua para silenciar-me para sempre.”
Tudo poderia ter sido diferente se você não tivesse sido um idiota e se soubesse o quanto eu sentia sua falta; seus erros seriam esquecidos e começaríamos de onde nunca deveríamos ter parado. Você poderia ter agarrado a minha mão e me dado um beijo naquele momento em que eu estava indo embora. Mas agora eu estou longe. Superei, cresci, vivi. Bem que me disseram que não era para olhar pra trás pois você não viria. Agora é tarde, algumas oportunidades não voltam só porque você se arrependeu. E eu sei que você se arrependeu.
A saudade dói, a vontade permanece e a oportunidade foi perdida. Dizem por aí que o tempo conserta tudo, vou ter que discordar. O tempo não conserta nada, ele só afasta as pessoas.
Você me usou e depois me descartou, como se eu fosse veneno na sua boca. Você pegou a minha luz e me esvaziou. Mas aquilo é passado e isto é agora. Agora, olhe para mim. Katy perry
Temos a mania de achar que amor é algo que se busca. Buscamos o amor nos bares, na internet, nas paradas de ônibus. Como num jogo de esconde-esconde, procuramos pelo amor que está oculto dentro das boates, nas salas de aula, nas platéias dos teatros. Ele certamente está por ali, você quase pode sentir seu cheiro, precisa apenas descobri-lo e agarrá-lo o mais rápido possível, pois só o amor constrói, só o amor salva, só o amor traz felicidade. Há quem acredite que o amor é medicamento. Pelo contrário. Se você está deprimido, histérico ou ansioso demais, o amor não se aproxima, e caso o faça, vai frustrar sua expectativa, porque o amor quer ser recebido com saúde e leveza, ele não suporta a idéia de ser ingerido de quatro em quatro horas, como um antibiótico para combater as bactérias da solidão e da falta de auto-estima. Você já ouviu muitas vezes alguém dizer: “Quando eu menos esperava, quando eu havia desistido de procurar, o amor apareceu.” Claro, o amor não é bobo, quer ser bem tratado, por isso escolhe as pessoas que, antes de tudo, tratam bem de si mesmas. O Amor, ao contrário do que se pensa, não tem de vir antes de tudo. Antes de estabilizar a carreira profissional, antes de fazer amigos, de viajar pelo mundo, de curtir a vida. Ele não é uma garantia de que, a partir de seu surgimento, tudo o mais dará certo. Queremos o amor como pré-requisito para o sucesso nos outros setores, quando, na verdade, o amor espera primeiro você ser feliz para só então surgir, sem máscara e sem fantasia. É esta a condição. É pegar ou largar. Para quem acha que isso é chantagem, arrisco-me a sair em defesa do amor: ser feliz é uma exigência razoável, e não é tarefa tão complicada. Felizes são aqueles que aprendem a administrar seus conflitos, que aceitam suas oscilações de humor, que dão o melhor de si e não se autoflagelam por causa dos erros que cometem. Felicidade é serenidade. Não tem nada a ver com piscinas, carros e muito menos com príncipes encantados. O amor é o prêmio para quem relaxa. As pessoas ficam procurando o amor como solução para todos os seus problemas quando, na realidade, o amor é a recompensa por você ter resolvido os seus problemas.
Existem coisas que sempre vão doer, apertar o sapato, incomodar, latejar no peito. Não tem jeito: por mais que a gente se livre de traumas e mágoas alguns sentimentos não legais sempre vão morar dentro do coração. Não por rancor ou coisa parecida, mas porque nem tudo dá pra ser esquecido e deletado da vida num passe de mágica. A gente sente, é de carne, osso e sentimento. Nada mais óbvio do que carregar na bagagem algumas tristezas. Não somos feitos só de coisas boas, temos lados obscuros e que não sabem perdoar.